Correio Nagô
    Mais editoriais
    • Revista
    • Manchete
    • Politica
    • Raça
    • Internacional
    • Economia
    • Tecnologia
    • Esporte
    Facebook Twitter Instagram YouTube
    • IME
    • Quem Somos
    • Anuncie
    • Apoie
    Facebook Twitter Instagram
    Correio NagôCorreio Nagô
    Novembro Negro 2022
    • Cultura
    • Direitos Humanos
    • Colunistas Nagô
    • Narrativas Negras
    • TV Correio Nagô
    Correio Nagô
    Home»Blog»Cabelo crespo: entre negações e resistências
    Blog

    Cabelo crespo: entre negações e resistências

    Paulo RogerioBy Paulo Rogerio21 de agosto de 2017Updated:21 de agosto de 2017Nenhum comentário2 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp VKontakte Email
    FOTO: Donminique Azevedo
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    Por Donminique Azevedo*

    Engana-se quem pensa que as distintas formas de manipulação do cabelo crespo começa, de maneira estanque e pontual, com o processo de aplicação de químicas para alisamentos e relaxamentos. Ainda em África, quando nem “negros” éramos, e muito antes de cruzarmos o Atlântico, o cabelo já assumia um lugar identitário cultural e social.

    O uso das tranças, por exemplo, é um ato milenar que acompanha o povo africano. É utilizado, inclusive para diferenciar tribos, idade, estados civis e, até mesmo, posição na sociedade. No período escravagista, os penteados serviram como forma de comunicação entre os africanos que foram escravizados.

    Daniela Orí Asé trabalha com turbantes, fazendo disputa de narrativas para a valorização da cultura afro. FOTO: Donminique Azevedo

    Por conseguinte, é possível observar que o processo de construção social do cabelo crespo pode – guardadas as devidas proporções – ser comparado ao próprio ciclo de crescimento do fio capilar, que nasce, cresce, executa sua função, morre e nasce de novo. A diferença é que esta morte, além de biológica, recai, antes de tudo, no processo de negação, fruto da ausência de representatividade positiva.

    Apesar de, em toda a história da humanidade, percebermos as mudanças na forma como o cabelo crespo foi manipulado com intuito de autoafirmação da identidade, preconceitos e estigmas são frequentes. São inúmeros os relatos de racismo pela condição de ter e reafirmar o crespo. Da mesma forma, contra-narrativas combatem a discriminação e enegrecem o debate. São iniciativas
    que, seja pela perspectiva estética, epistêmica, artística e/ou educacional, fortalecem e apoiam o
    direito daqueles que querem encrespar.

    A resistência perpassa, principalmente, pelo combate ao racismo estrutural e estruturante. Isto porque o preconceito com o cabelo, na maioria das vezes, não está dissociado ao da cor da pele. Neste sentido, citando o antropólogo e professor Dr. Kabengele Munanga, “enquanto uma única pessoa continuar a ser caracterizada e discriminada pela cor da pele escura, enquanto uma única pessoa se obstinar, por causa da sua diferença, a lançar sobre outra pessoa um olhar globalizante que a desumaniza ou a desvaloriza, a negritude deverá ser instrumento de combate para garantir a todos o mesmo direito fundamental de desenvolvimento, a dignidade humana e o respeito das culturas do mundo”.

    *Donminique Azevedo é jornalista, pós-graduanda em Gênero, Raça e Sexualidades, educadora e escritora. Atua também como repórter do Portal Correio Nagô.

     

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr WhatsApp Email
    Previous ArticleA Ku Klux Klan velada do Brasil
    Next Article Tragédia na Baía de Todos-os-Santos
    Paulo Rogerio

    Related Posts

    PROGRAMA GRATUITO: voltado para empreendedores e autônomo está com 1.400 vagas abertas

    18 de julho de 2022

    Escritoras discutem fazer literário e poesia preta na programação de julho da Circulação Profundanças

    18 de julho de 2022

    Gastronomia afro diaspórica é tema de novo curso da Escola IC

    18 de julho de 2022

    Um dos maiores grupos de educação do Brasil abre segundo processo seletivo de trainees exclusivamente para negros

    14 de julho de 2022

    Comments are closed.

    Sobre
    Sobre

    Uma das maiores plataformas de conteúdo sobre a comunidade negra brasileira do Brasil, possuindo correspondentes em diversos estados do Brasil e do mundo.

    O Portal Correio Nagô é um veículo de comunicação do Instituto Mídia Étnica

    Editoriais
    • Cultura
    • Direitos Humanos
    • Colunistas Nagô
    • Narrativas Negras
    • TV Correio Nagô
    Facebook Twitter Instagram YouTube
    • IME
    • Quem Somos
    • Anuncie
    • Apoie
    © 2026 Desenvolvido por Sotero Tech.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.